domingo, 18 de janeiro de 2009

Se Eu Fosse o Roteirista 2

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Quando digo que eu poderia ter uma carreira surpreendente na indústria cinematográfica, as pessoas costumam ter reações negativas, como debochar ou jogar-se no chão de tanto rir, rolando e derrubando móveis. Mesmo assim, as idéias não param de surgir, geralmente quando estou assistindo a Sessão da Tarde, estudando Física Quântica ou fazendo ambas as coisas ao mesmo tempo.

Dessa vez, porém, a idéia surgiu quando eu lia a piauí. Gosto bastante da revista, sabe; os textos são bem escritos, os temas são peculiares e ela possui o tamanho exato para esconder pornografia.

Sabe como é, as pessoas geralmente ficam te olhando como se você fosse uma aberração quando você abra aquela revista pornográfica na biblioteca ou na cantina da faculdade. Apesar de não me importar muito com isso e de as pessoas já me olharem assim normalmente, a desculpa de ler a Pleibói pelas reportagens nunca funcionou direito e prefiro evitar maiores problemas escondendo a pornografia dentro de outra revista: a piauí me serve bem a tais propósitos. Costumo ler as matérias de vez em quando também, só para variar.

Tenho um problema, porém, pra manter a periodicidade das compras de exemplares e não é nada relacionado a gastar todo meu dinheiro em drogas, como se podia esperar. Acho que adquiro aproximadamente um exemplar a cada equinócio, principalmente porque não sigo o calendário gregoriano, tendo, desde os doze anos, uma preferência por um calendário próprio que criei, em que o ano tem 42 dias, o que faz com que meu aniversário aconteça com bastante frequência (resta que as outras pessoas se livrem de seus preconceitos e me dêem mais presentes).

Com a diferença entre meu calendário (hugoniano, como gosto de chamar) e o calendário gregoriano, acabo indo às bancas exatamente nos dias em que a piauí não está lá. No caso da edição do ano de HugoOMagnifico (equivalente ao mês de outubro, no calendário gregoriano), a conjunção dos dois calendários me fez comprar a revista.

Na afortunada edição, uma reportagem despertou meus instintos cinematrográficos. Leia aqui, meu amigo. (um pequeno cadastro é necessário para acessar a matéria, mas ele provavelmente só serve pra encher sua caixa de correio de propaganda não-solicitada, o que não mata ninguém. A não ser alguns milhares de árvores, é claro)

Leu? Agora vão me dizer que isso aí não é roteiro de filme, meus amigos? Adicione uma favela, algumas frases de efeito com palavrões, um ator de novela, alguns patrocínios milionários e isso aí se tornará O MAIOR FILME BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS.

Pode esperar, povo, pode esperar.

2 comentários. Viva!

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