quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O Mar é o Mundo
para os comentários...
Na praia, entre radiações solares capazes de arrepiar os pelos (agora sem acento) da nuca de qualquer dermatologista e alimentos com colônias de bactérias capazes de matar um elefante (asiático, não africano), o que mais gosto mesmo é o mar. Tá, as gostosas são sempre um atrativo, mas, se fosse pra falar o óbvio, eu falaria mal de filmes do Eddie Murphy.
Ah, o mar. Se você, como eu, mora tão próximo do litoral quanto da constelação de Ursa Menor, sabe que não há força mais revigorante e capaz de dissolver os coágulos formados por longas horas de viagem. Quando a brisa marinha sopra contra seus cabelos e corrói seu carro, quando você toca o pé na água em temperatura ideal para fazer um pinguim sentir-se confortável, tudo acaba.
As ondas vêm, a maré muda, pessoas urinam, alguma coisa extremamente nojenta passa pela sua perna e sua maior preocupação é permancer de pé. Como na vida.
Ao adentrar o oceano, nada mais existe. Nos momentos em que você luta para não engolir uma quantidade de sal capaz de dar hipertensão no mais saudável dos seres, seus problemas se dissolvem, se esvaem, são levados pelas ondas, mais ou menos como a areia da praia, que agora se instala incomodamente em seu calção.
O mar é ótimo, porque, dentro do mar, só o mar cabe na sua cabeça.
Praia não tem graça sem mar. Essa é a praia-moleque, a praia-arte, a praia-tentar-pegar-jacaré-sem medo-de-enfiar-a-cara-na-areia. O resto é besteira, é praia artificial, é praia de menininha medrosa. Mar é essencial. Porque, no fim das contas, o mar é como a vida: incontrolável, arredio e cheio de merda. E não tem coisa melhor.
Tirando as gostosas, claro.

3 comentários. Viva!
16 de janeiro de 2009 às 13:50
E eu trabalhando…
17 de janeiro de 2009 às 21:42
O mar é que nem a vida, cheia de merda.Falow tudo cara.Vc deveria escrever músicas e poemas.
7 de junho de 2009 às 3:40
adoreihauhauhauahuaha
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