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	<title>Ingenuidade</title>
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		<title>Londrina é um ovo</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 17:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Odeio quando as pessoas falam que &#8220;Londrina é um ovo&#8220;. Não, não especificamente Londrina, mas em geral, sabe, quando você conhece alguém e depois descobre que esse alguém conhece alguém que você já conhece ou quando o facebook mostra que vocês têm vários amigos em comum aí vocês dão aquele risinho bobo, um tapinha na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Odeio quando as pessoas falam que &#8220;<strong>Londrina é um ovo</strong>&#8220;.</p>
<p>Não, não especificamente Londrina, mas em geral, sabe, quando você conhece alguém e depois descobre que esse alguém conhece alguém que você já conhece ou quando o facebook mostra que vocês têm vários amigos em comum aí vocês dão aquele risinho bobo, um tapinha na mesa e dizem &#8220;<strong>nossa, mas esse mundo é pequeno mesmo, {insira a cidade aqui} é um ovo, né</strong>&#8220;.</p>
<p>Aqui em Londrina escuto isso sempre. O cara faz faculdade, vai numa festa de faculdade, conhece uma pessoa que também faz faculdade e vai em festas de faculdade, aí quando descobre que essa pessoa da faculdade conhece outra pessoa da faculdade que ele mesmo conhece, vira sem nenhuma vergonha em seu semblante e me diz que &#8220;<strong>nossa, todo mundo se conhece em Londrina, né?</strong>&#8220;.</p>
<p><strong>Não, amigo, nem todo mundo se conhece, Londrina não é um ovo e o mundo não é pequeno</strong>, é só que seus círculos de convivência são bem específicos e aí fica fácil conhecer pessoas que vão nos mesmos lugares.</p>
<p>Mas não tem jeito, em todo lugar é igual, o cara pode morar São Paulo, EM SÃO PAULO, Sampa, a Terra da Garoa, o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina, <strong>a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e DE TODO O HEMISFÉRIO SUL DO PLANETA TERRA</strong> e mesmo assim quando encontrar um primo do vizinho da <strong>tia Cotinha</strong> na praça de alimentação do shopping mais lotado da cidade vai dizer &#8220;putz, São Paulo é um ovo mesmo, né&#8221;.</p>
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		<title>Eu Não Sei Gritar Seu Nome</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 01:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sei gritar o nome das pessoas na rua. Um amigo. Minha mãe. Você. Você não podia andar na mesma calçada que eu?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sei gritar o nome das pessoas na rua.</p>
<p>Um amigo.</p>
<p>Minha mãe.</p>
<p>Você.</p>
<p>Você não podia andar na mesma calçada que eu?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Faminto</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 22:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra cantar ao som de Sozinho &#8211; Caetano Veloso ♫ Ás vezes no silêncio da noite ♫ ♫ Eu fico imaginando um arroz ♫ ♫ Eu fico aqui sonhando acordado ♫ ♫ Pen-san-do ♫ ♫ Em um pavê, uma torta, um cuscuz ♫ ♫ Por você deixa com fome? ♫ ♫ Por você não faz um pudim? ♫ ♫ Tô me sentindo muito faminto ♫ ♫ Não sou nem quero ser muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Pra cantar ao som de <a href="http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/41672/" target="_blank">Sozinho &#8211; Caetano Veloso</a></p></blockquote>
<p>♫ Ás vezes no silêncio da noite ♫</p>
<p>♫ Eu fico imaginando um arroz ♫</p>
<p>♫ Eu fico aqui sonhando acordado ♫</p>
<p>♫ Pen-san-do ♫</p>
<p>♫ Em um pavê, uma torta, um cuscuz ♫</p>
<p>♫ Por você deixa com fome? ♫</p>
<p>♫ Por você não faz um pudim? ♫</p>
<p>♫ Tô me sentindo muito faminto ♫</p>
<p>♫ Não sou nem quero ser muito gordo ♫</p>
<p>♫ Mas um ovinho às vezes faz bem ♫</p>
<p>♫ Eu tenho minhas receitas de bolo ♫</p>
<p>♫ Se-cre-tas ♫</p>
<p>♫ Só mostro pra você mais ninguém ♫</p>
<p>♫ Por que você me esquece e come? ♫</p>
<p>♫ E se não sobrar mais pra ninguém? ♫</p>
<p>♫ E se eu quiser comer uma picanha? ♫</p>
<p>♫ Quando a gente gosta é claro que a gente cozinha ♫</p>
<p>♫ Fala que faz lasanha ♫</p>
<p>♫ Só que é da boca pra fora ♫</p>
<p>♫ Ou você me engana ♫</p>
<p>♫ Ou a manga está madura ♫</p>
<p>♫ <strong>Onde está o pavê agora? ♫</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Millenium &#8211; Os Homens Que Não Amavam as Mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 00:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe que tem spoilers, né? Não seja burro. The Girl With The Dragon Tatoo tem tudo de filme do James Bond. Tá tudo lá: a introdução com silhuetas de mulheres e fogo, um vilão que mora numa mansão com paredes de vidro no topo da colina, tem até o plano maléfico sendo revelado enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Você sabe que tem spoilers, né? Não seja burro.</p></blockquote>
<p>The Girl With The Dragon Tatoo tem tudo de filme do James Bond. Tá tudo lá: a introdução com silhuetas de mulheres e fogo, um vilão que mora numa mansão com paredes de vidro no topo da colina, tem até o plano maléfico sendo revelado enquanto o James Bond tá preso na armadilha mortal. Tá, não tem o plano de dominação mundial ou o vilão falando &#8220;well, hello, mister bond&#8221;, mas, porra, o filme até tem O PRÓPRIO JAMES BOND.</p>
<p>Millenium é um perfeito filme do James Bond, exceto pelo fato de que <strong>a Bondgirl é a personagem principal</strong>.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lylhejNjLo1qbnufuo1_500.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1645" title="tumblr_lylhejNjLo1qbnufuo1_500" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lylhejNjLo1qbnufuo1_500.gif" alt="" width="500" height="239" /></a>☢✌ mUiToO lOkKkA ✌☢</center></p>
<p>Em duas horas e meia de filme, Lisbeth Salander hackeia computadores, é estuprada, se vinga, faz sexo lésbico, se mete em espionagem industrial, resolve o mistério do filme, mata o vilão, rouba dois bilhões de euro e mostra os peitinhos uma porrada de vezes, enquanto o Daniel Craig fica sentado numa cabana fria <strong>vendo fotos no seu notebook</strong>. Tá certo que ela não tem sobrancelhas e que é meio difícil acreditar em seus poderes hackers que usam o google maps, mas, cara,<strong> ela é foda</strong> e, pra ela ser foda, que se foda o realismo, né.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lym09d1XBA1qev1kto1_500.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1646" title="tumblr_lym09d1XBA1qev1kto1_500" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lym09d1XBA1qev1kto1_500.gif" alt="" width="500" height="211" /></a>so muito hacker vou invadir teu orkut</center></p>
<p>Aliás, o que eu mais gostei no filme foi justamente o realismo. Não, não que tudo fosse verossímil e próximo à realidade, nem que desse pra acreditar em metade das atitudes dos personagens  ou que desse pra acreditar que <strong>o Daniel Craig resolveu um mistério investigado por mais de quarenta anos apenas vendo uns álbuns de fotos no facebook</strong>. Não, nada disso.</p>
<p>Tô falando mesmo são das <strong>marcas</strong>.</p>
<p>Que revigorante ver o jornalista fracassado fumando um Marlboro Red, usando seu Macbook, imprimindo coisas na sua impressora epson e tomando nescafe. Quem não olhava pra tela e pensava &#8220;nossa, essa menina de 23 anos que faz espionagem industrial e bate nas pessoas com tacos de golf, ela é que nem eu: toma Coca-Cola e come McLanche Feliz, me identifiquei total!&#8221;. Nada como umas <strong>logomarcas bem posicionadas</strong> pra te envolver naquele mundo, dar um novo significado à palavra imersão.</p>
<p>O final, porém, deixa a desejar em todos os quesitos, principalmente nesse do realismo. Tá, que o James Bond não tá nos seus melhores dias nesse filme dá pra notar desde o início: ele perde um processo judicial milionário, vai morar numa cabana fria e <strong>o gato dele é esquartejado até ficar no formato de uma suástica</strong>.</p>
<p>Ok, tamo sabendo que tu tá por baixo, Daniel Craig.</p>
<p>Mas, pô, que cara ia dar um fora na menina de 23 anos, bissexual, com dois bilhões de euros e peitinhos exuberantes para ficar com a própria <strong>CHEFE QUARENTONA E CASADA</strong>?</p>
<p>Na boa, James Bond, na boa.</p>
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		<title>Just Shut The Fuck Up For a Minute And Enjoy The Silence</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 15:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquele teu amigo que fez intercâmbio pro exterior no colegial? Aquele que passou três semanas na Jamaica, Coreia do Norte ou no Acre e voltou achando que sabe falar o dialeto local? Aquele que, depois que voltou do intercâmbio, só sabe falar de uma coisa, só tem um único assunto, emenda qualquer conversa com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele teu amigo que fez intercâmbio pro exterior no colegial? Aquele que passou três semanas na Jamaica, Coreia do Norte ou no Acre e voltou achando que sabe falar o dialeto local? Aquele que, depois que voltou do intercâmbio, só sabe falar de uma coisa, só tem um único assunto, emenda qualquer conversa com &#8220;ah, quando eu fiquei em Bora-Bora, era diferente, sabe&#8221;? <strong>Então</strong>. Tô me sentindo esse cara, ultimamente.</p>
<p>Não que eu tenha saído do país nos últimos&#8230; bom,<strong> em toda minha vida</strong>. Não tenho grana pra tal e meus problemas legais me impedem até de sair da cidade sem permissão do juiz. Simplesmente é que nos últimos tempos minhas conversas, assim como as de ex-intercambistas que só sabem falar de intercâmbio, giram em torno de um único assunto.</p>
<p>Sou um chato que só sabe falar sobre o próprio trabalho.</p>
<p>O que é bem estranho considerando que<strong> nem um trabalho de verdade eu tenho</strong>. A não ser que você considere meu internato como <strong>trabalho escravo</strong>, claro.</p>
<p>Olha, não sei o quanto você sabe sobre o curso de medicina. Eu explico pra minha família em todas as festas e eles continuam ignorando tudo e só fazendo piadinhas sobre toque retal e o tamanho dos meus dedos, então não culpo você se não souber qual a diferença entre internato, residência, especialização e <strong>um pato</strong>.</p>
<p>Do modo mais simples possível: nos dois últimos anos dos seis que tem a medicina, entramos no internato, em que começamos a ter contato direto com a prática clínica, realizando consultas, exame físico, discussões de caso e tudo mais. Nessa época ainda somos acadêmicos e, consequentemente, não ganhamos um mísero conto. Residência só vem depois de formado (trazendo, finalmente, um salário) e basicamente é a especialização. E um pato é uma ave que pertence a família Anatidae, um esporte argentino ou um jogador de futebol, <strong>dependendo do verbete da Wikipédia que você pesquisar</strong>.</p>
<p>Há mais ou menos dois meses, <strong>entrei no internato.</strong> Isso significa que dou plantões, atendo pacientes, realizo exames e <strong>não sei mais falar de outra coisa</strong>.</p>
<p>Veja bem, não é que o internato tome totalmente o meu tempo. Tirando os períodos que estou no HU, os que estou estudando, os que estou limpando a casa e os que estou dormindo, sobram algumas horas diárias, que ando sabiamente utilizando para assistir umas séries, reclamar da vida no tuíter e <strong>deitar deprimido no chão da sala</strong>.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/georgemichael.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1632" title="georgemichael" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/georgemichael.gif" alt="Mãe, cheguei do plantão!" width="300" height="168" /></a></center></p>
<p>Mas, quando chego a hora de conversar sobre alguma coisa, só consigo falar naquilo que anda tomando a maior parte do meu tempo: a medicina.</p>
<p>Eu me considero um cara interessante de se conversar, sabe. Já tive contato com uma boa cota de filmes, séries e livros, sei versar livremente sobre uma considerável quantidade de assuntos que conheço (e também sobre os que desconheço) e consigo falar sem cuspir no meu interlocutor <strong>na maior parte do tempo</strong>. Sou um bom conversador.</p>
<p>Ou pelo menos eu era.</p>
<p>Talvez seja a companhia (andar só com o povo de medicina não ajuda), talvez seja um bloqueio, talvez eu precise fazer outras coisas, talvez eu precise conversar com outras pessoas, talvez seja essa minha vida daqui pra frente.</p>
<p>Ou talvez, já que assunto não há, melhor sentar em silêncio no meu sofá, tomar a minha coca e aproveitar a tarde. Afinal, numa das belas pastagens que povoam a rede mundial de computadores, já disse o sábio a seus discípulos:</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/milhões-de-gente.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1634" title="milhões de gente" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2012/01/milhões-de-gente.jpg" alt="" width="500" height="68" /></a></center></p>
<p>Shhhhhh.</p>
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		<title>Árvore da Vida &#8211; The Tree of Life</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tentativa de Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe que tem spoilers, né? Não seja burro. Não é fácil definir sobre o que é A Arvore da Vida, o filme que assisti nesse fim de semana. Um filme sobre a relação entre pais e filhos e dinossauros? Não, é isso mas não é isso. Um filme sobre a criação e o fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Você sabe que tem spoilers, né? Não seja burro.</p></blockquote>
<p>Não é fácil definir sobre o que é A Arvore da Vida, o filme que assisti nesse fim de semana. Um filme sobre a relação entre pais e filhos e<strong> dinossauros</strong>? Não, é isso mas não é isso. Um filme sobre a criação e o fim do Universo, e tudo que acontece no meio disso? Quase lá, mas <strong>ainda</strong> falta algo. Um filme sobre um monte de imagem bonitas colocadas juntas pra ganhar um Oscar? Talvez, seilá. Um filme sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais? Por aí.</p>
<p>Não sei nem dizer sobre o que é A Árvore da Vida, quanto mais dizer se gostei.</p>
<p>Vou te dizer que achei legal a primeira metade do filme. A coisa do filho morrendo, a narrativa meio fragmentada, como não contam tudo e o espectador consegue deduzir só pelo que é mostrado, os questionamentos de por que Deus deixa acontecer sofrimento no mundo (KD VC DEUS NAUM KER MAIS TC?), a origem do Universo, a vida surgindo, os dinossauros, o Sean Penn novinho nascendo e tudo mais. Muito bom mesmo.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/o-fogo-e-fogo-esquenta1.jpg"><img src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/o-fogo-e-fogo-esquenta1.jpg" alt="" title="o fogo e fogo esquenta" width="461" height="238" class="aligncenter size-full wp-image-1623" /></a><br />
O FOGO É FOGO ESQUENTA O NOSSO AMOR</center></p>
<p>Mas aí a coisa começa a desandar, de repente o Brad Pitt começa a fazer um monte de babaquices, o Sean Penn novinho começa a ficar meio louco e cheirador de calcinhas e quando você vê a Mãe tá voando ao lado de uma árvore e você só consegue se perguntar &#8220;<strong>por que Deus deixa acontecer essa parte do filme?</strong>&#8220;.</p>
<p>Veja bem, qualquer filme com dinossauros já ganha vários pontos no meu conceito, mas acho que todos concordamos que é um grande desperdício quando um filme tem dinossauros e nenhum deles é <strong>um tiranossauro devorando pessoas, né</strong>. Uma protagonista/quase-protagonista tão linda quanto a <a href="http://www.imdb.com/name/nm1567113/">Jessica Chastain</a> também ajuda bastante, apesar de ser uma enorme decepção que ela não mostre os peitinhos nenhuma vez.</p>
<p>Na falta de peitinhos bonitos, porém, temos várias sequências bonitas. Aliás, o filme todo é uma <strong>colagem de gifs bonitos. </strong>Aliás, seguindo a onda do filme do Facebook, bem que podiam mudar o nome de Árvore da Vida pra <strong>Tumblr, o Filme</strong>, porque, amigo, o filme só não é mais tumblr<strong> porque não tem cupcakes e softporn.</strong></p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/onda-onda-olha-a-onda.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1615" title="onda onda olha a onda" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/onda-onda-olha-a-onda.gif" alt="" width="500" height="265" /></a>ONDA ONDA OLHA A ONDA</center></p>
<p>Minha grande decepção quanto ao filme é a falta de um roteiro mais sólido, algo mais substancial. Tem menos diálogos que conversa de mudos e, mesmo quando alguém tá falando, metade das vezes é <strong>sussurrando</strong> pra uma imagem psicodélica que ou é Deus ou é <strong>UMA PIRA MUITO LOKA</strong>. Parece que saí da sala de cinema e tão pouca coisa aconteceu: quanto tu tem que encher duas horas de filme com A CRIAÇÃO E O FIM DO UNIVERSO, é porque não acontece nada mesmo na tua história, né.</p>
<p>Tá, tem todo o papo de as diferentes interpretações da religião e a presença de deus na natureza, mas vamos dizer, amigo, esse papo é muito hippie pra encher duas horas de filme, né.</p>
<p>A produção, porém, é ótima. A filmagem é excelente, tem imagens fantásticas, tudo é muito bem feito e as atuações são boas. A atuação do Sean Penn, aliás, está maravilhosa: é sensacional ver como ele consegue demonstrar tanta angústia e sofrimento só <strong>andando de um lado pro outro sem nenhum motivo aparente</strong>. Seria a aflição de uma crise de meia-idade? O tormento de reflexão sobre seus próprios traumas? Ou só a percepção de que <strong>ele não tem muito o que fazer ali no filme mesmo</strong>?</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/sofor-tanto1.jpg"><img src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/09/sofor-tanto1.jpg" alt="" title="sofor tanto" width="450" height="298" class="aligncenter size-full wp-image-1624" /></a><br />
Sofro tanto que ando de terno no deserto.</center></p>
<p>Não sei, não sei, talvez eu não tenha entendido muito coisa. Uma coisa, porém, compreendi totalmente: Árvore da Vida é um filme até legal. Tirando o excesso de cenas só bonitas e sem conteúdo e a meia hora de filme que eu teria aproveitado melhor lavando minhas meias, <strong>é um filme muito bom</strong>.</p>
<p>E não vamos esquecer a estupenda vantagem do filme terminar com o fim do universo: <strong>não vai ter continuação, né</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>É Foda Ser Minoria</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 12:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Não acompanho mais novelas. Já teve um tempo que assisti uma ou outra novela (Kubanacan, a melhor novela já escrita), mas hoje em dia não me dou a trabalho de ligar a tevê pra qualquer outra coisa que não para quebrar o silêncio enquanto fico na internet. Meu maior problema com as novelas é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acompanho mais novelas. Já teve um tempo que assisti uma ou outra novela (Kubanacan, a melhor novela já escrita), mas hoje em dia não me dou a trabalho de ligar a tevê pra qualquer outra coisa que não para quebrar o silêncio enquanto fico na internet. Meu maior problema com as novelas é um só: <strong>quando penso em novelas, penso na minha vó</strong>.</p>
<p>Peraí, eu gosto da minha vó. Minha vó me dá dinheiro, minha vó faz esfihas e merece respeito qualquer pessoa que colaborou com a minha chegada nesse mundo (um evento que todos concordam que era necessário). Só que <strong>quando penso em novelas de tevê, a imagem que me vem à mente é a minha vó fazendo crochê</strong>.</p>
<p>Minha vó assiste várias novelas (“uma deturpação essa novela”, diz sobre todas), sempre com o olho no crochê e dando uma olhada eventual pra tevê. Pra mim, novela sempre foi isso: <strong>uma coisa que você pode assistir sem tirar os olhos do crochê</strong>. Não que eu faça crochê, mas você entendeu. Não precisa muito esforço pra acompanhar, não precisa muito esforço pra entender. E, tá, nada contra quem assista e é até legal acompanhar uma ou outra, mas não é mais pra mim.</p>
<p>Não me divirto mais vendo novelas.</p>
<p>E isso é só uma das formas de entretenimento que não me agradam. Novelas, futebol, <strong>filmes do Eddie Murphy</strong> são só alguns exemplos de coisas com as quais as pessoas costumam se divertir e que me causam uma reação que varia levemente entre a indiferença e a <strong>vontade de enfiar a cabeça numa poça de ácido sulfúrico com gosto de chorume</strong>.</p>
<p>Na verdade, atualmente não são muitas as coisas com que me divirto. Minha faculdade não entra tecnicamente no campo &#8220;diversão&#8221;, apesar de eu gostar da bagaça. Assisto várias séries, gosto de escutar umas músicas, jogo videogame e de vez em quando consumo algumas quantidades consideráveis de álcool.</p>
<p>Ah, e gosto de cinema.</p>
<p>Veja bem, eu disse que gosto de cinema. Não quer dizer que eu entenda de cinema ou saiba o que alguém quer dizer com &#8220;muito original a<strong> fotografia</strong> do novo filme dos irmãos Coen&#8221;.  Gosto de ir no cinema nos fins de semana, só isso.</p>
<p>Aprecio a experiência inteira: conferir o horário na internet, olhar os pôsteres dos outros filmes,  comprar o ingresso, comprar um quilo de pipoca (pra comer tudo nos trailers), escolher a poltrona mais acusticamente bem localizada, ofender aquela criança que não para no poltrona, ofender aqueles adolescentes que ficam jogando pipoca nos outros, <strong>lembrar porque você odeia a humanidade</strong>, prometer a si mesmo que você nunca mais volta num cinema, gostar do filme e sair falando no filme que vai estrear na próxima semana.</p>
<p>Eu gosto de cinema e, quando digo isso, é cinema mesmo, o lugar, a empresa, a coisa física.</p>
<p>Mas ultimamente<strong> tá foda</strong>.</p>
<p>Olha só, gente babaca é parte da experiência. Pessoas falando, levantando no meio do filme, brigando e rolando pelo chão? Ok, dá pra aguentar. Ter gente babaca no cinema é inevitável: tem gente babaca na vida. O difícil é não querer ir no cinema.</p>
<p>Nas últimas duas semanas, <strong>metade dos filmes que eu queria ver não estrearam aqui e a metade que estreou só tinha exibições dubladas</strong>. E AINDA TEM AQUELA PORRA DE TRESDÊ. E eu entendo. É compreensível que o tresdê seja interessante pro cinema, afinal é mais caro. Eu sei que a maioria do povo ainda prefere filmes dublados (e se eu não soubesse inglês, talvez até eu preferisse).</p>
<p>O dinheiro é que manda nos cinemas e eu sei que a maioria dos pagantes vai continuar indo no cinema seja o filme dublado e em tresdê, mesmo que eu ache essas duas coisas uma combinação tão terrível quanto, seilá, <strong>um crossover da Turma do Didi com Zorra Total</strong>.</p>
<p>Entender tudo isso é fácil. Difícil é não fazer uma das poucas coisas que gosto porque a maioria da população difere do meu gosto.</p>
<p>É foda ser minoria, viu.</p>
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		<title>Reality Show</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 12:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Me considero um cara corajoso. Praticamente não tenho medo de nada, exceto algumas fobias normais como de velociraptors, pterodátilos, escuro, lugares fechados, lugares abertos, telefones, carros, estupradores, gatos, policiais, bandidos, a natureza em geral, altura, meteoros, combustão espontânea, terremotos, tsunamis e a chance de acidentalmente assistir um filme do Eddie Murphy. Tirando essas pequenas coisas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me considero um cara corajoso. Praticamente não tenho medo de nada, exceto algumas fobias normais como de velociraptors, pterodátilos, escuro, lugares fechados, lugares abertos, telefones, carros, estupradores, gatos, policiais, bandidos, a natureza em geral, altura, meteoros, combustão espontânea, terremotos, tsunamis e a chance de acidentalmente assistir um filme do Eddie Murphy. Tirando essas pequenas coisas, <strong>praticamente não tenho medo de nada</strong>.</p>
<p>Um pequeno medo que cultivo no meu íntimo todos os dias vem crescendo cada vez mais ultimamente: o pavor de que <strong>a realidade não existe</strong>.</p>
<p>Tipo, eu existo. Eu sei que existo. Não posso inexistir. Seria uma perda muito grande pro universo eu não existir. Sou muito importante pra não existir. <strong>Sou muito egocêntrico pra não existir</strong>. Tem vinte e dois anos que levo minha vida só pensando em mim e será uma frustração muito grande se eu acabar descobrindo que perdi meu tempo com algo imaginário.</p>
<p>Eu existo, não tenho dúvida. Só não sei se você existe.</p>
<p>Muitas obras culturais já nos mostraram que a <strong>nossa percepção da realidade é uma droga</strong>. Uma Mente Brilhante, Clube da Luta, Matrix, Inception: tudo filme que conta a história de um cara com problemas mentais que alucina tudo o que acontece. Uma Mente Brilhante: o cara imagina um monte de gente e uma conspiração. Clube da Luta: o cara imagina o Brad Pitt (meio gay se você pensar). Matrix: o cara imagina que existem efeitos especiais. Inception: eu imagino que entendi tudo que aconteceu nas três horas de filme.</p>
<p>Resumindo: <strong>posso estar alucinando</strong>.</p>
<p>Eu sei que existo, mas não sei mais nada. Este blog, este computador, essa cada, essa cidade, tudo isso à minha volta pode ser fruto da minha imaginação. Você, seus comentários, a gostosa do 903. Tudo pode ser mentira. E se a realidade e mais nada não existe, <strong>eu paguei caro demais naquela coxinha de hoje de manhã</strong>.</p>
<p>E se a realidade que eu percebo for uma manipulação? Pode ser tudo um plano malévolo de um grande vilão, que construiu esse mundo imaginário e me botou aqui dentro. Pode ser que vocês, que provavelmente vão comentar dizendo &#8220;deixa de besteiras Hugo&#8221;, são arautos desse vilão e estejam tentando me impedir de chegar na verdade. Ou posso ser só um personagem de um jogo de outras pessoas de verdade.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/08/tumblr_lovin9MKlE1qzxfy9o1_500.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1597" title="thesimsversaomatrix" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/08/tumblr_lovin9MKlE1qzxfy9o1_500.png" alt="" width="450" height="321" /></a></center></p>
<p>Pior ainda: <strong>algumas coisas podem existir</strong>. Talvez eu alucine uma parte do mundo e outra parte realmente seja verdadeira. Talvez vocês são de verdade, mas eu imagine que fiz coisas que não fiz e esqueça totalmente coisas que fiz.</p>
<p>Ou talvez a realidade exista, minha percepção seja perfeita e eu ainda tenha <strong>louça pra lavar</strong>.</p>
<p>Pffff, mas quais as chances disso, né?</p>
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		<title>De Assuntos, Conversas e Vampiros</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 15:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas histórias você tem? Sabe, aquelas histórias pra contar no bar, na roda de amigos, aquelas histórias que você conta esperando que todos riam e que todos escutam esperando a vez de contar a própria história engraçada? Então. Acho que não tenho muitas delas. Bom, não quero parecer uma pessoa desinteressante. Já me aconteceram várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quantas histórias você tem?</strong> Sabe, aquelas histórias pra contar no bar, na roda de amigos, aquelas histórias que você conta esperando que todos riam e que todos escutam esperando a vez de contar a própria história engraçada? Então.</p>
<p>Acho que não tenho muitas delas.</p>
<p>Bom, não quero parecer uma pessoa desinteressante. Já me aconteceram várias coisas engraçadas e <strong>algumas delas até são verdadeiras</strong>, mas, seilá, na hora de conversar com as pessoas, no meio dos amigos, tomando uma cerveja e falando mal dos outros, minha memória é uma droga. Não consigo pensar em nada. Minha cabeça fica tão vazia quanto minha conta bancária e aquele silêncio constrangedor começa a lentamente cair sobre a mesa.</p>
<p>Tenho uma grande dificuldade de encontrar assuntos pra conversar.</p>
<p>Não porque eu não tenha assuntos. Já assisti um monte de filmes, já ouvi uma quantidade considerável de músicas, assisto séries diariamente e leio alguns livros. Tenho opiniões sobre uma grande quantidade de assuntos, mesmo que sejam opiniões estúpidas e geralmente sem embasamento. Consigo manter uma boa conversa depois que os outros puxam algum tema. Tenho assuntos. Mas parece que, seilá, existe um grande abismo entre minha gama de interesses e a das outras pessoas.</p>
<p>É tipo aquele filme pra meninas adolescente lá: <strong>Crepúsculo</strong>. Não sei direito como são as coisas no livro/filme, mas pelo que sei é uma história de amor entre uma menina adolescente e um vampiro de um século de idade. Muita gente geralmente implica dizendo que a série emboloiou os vampiros, um ponto do qual sempre discordei porque <a href="http://www.ingenuidade.com.br/em-defesa-dos-vampiros-de-crepusculo/">sempre achei vampiros bem emboiolados de qualquer modo</a> (não que tenha algo de errado com isso).</p>
<p>Meu problema com Crepúsculo sempre foi outro: <strong>a pedofilia relativa</strong>.</p>
<p>Veja bem, o vampiro tem 100 anos de idade e pega essa menina adolescente. Mesmo que a gente considere que a adolescência dure até os trinta anos (o que é bem verdade hoje), eles têm aí uns bons 70 anos de diferença. Agora me diz: <strong>do que esse casal fala?</strong> Quais os interesses em comum entre uma adolescente de 15 anos e um chupador de sangue de um século?</p>
<p>Um cara de 100 anos tem histórias. Ele viu eventos históricos, ouviu as primeiras gravações do gramofone, assistiu o lançamento do primeiro filme do <strong>Eddie Murphy</strong>. Agora imagina só uma conversa entre os dois. A menina falando sobre a nova temporada de Malhação e o vampirão desejando enfiar uma estaca no peito. O velhote contando uma história e a menina falando &#8220;afff, você já me contou essa história umas mil vezes, parece minha vó&#8221;. A menina falando sobre o novo filme do Crepúsculo e o vampiro de 100 anos dizendo “puta merda, <strong>no meu tempo</strong> vampiros dos filmes eram mais machos, é tudo deturpado hoje em dia”.</p>
<p>Se eu mal consigo achar assuntos em comum pra falar com as pessoas da minha idade, olha lá falar com alguém 80 anos mais velho!</p>
<p>Tá, eu entendo que relacionamentos com diferença de idade podem funcionar e geralmente acham um assunto que quase todo mundo tem em comum: sexo. Mas parece que não é o caso de Crepúsculo e, cara, essa menina adolescente nem deve ter menstruado ainda, senão teria que, seilá, usar um absorvente sabor<strong> alho</strong> para evitar que o vampirinho fique doidão naqueles dias.</p>
<p>Talvez seja só eu, mas tem algo de errado quando um casal com 70 anos de diferença consegue achar um assunto pra conversar e eu fico aqui com dificuldades pra conversar com os amigos da minha sala.</p>
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		<title>A Garota do Sexo</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 12:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem esse seriado inglês sobre uns jovens que ganham superpoderes (muito aprecio obras culturais sobre superpoderes, como quadrinhos de super-heróis ou a Bíblia) e nele tem essa personagem que desenvolve a interessante habilidade de causar um tesão irresistível em qualquer pessoa que a toca. Belo poder esse da, hmmm, err, hãã, não me recordo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem esse seriado inglês sobre uns jovens que ganham superpoderes (muito aprecio obras culturais sobre superpoderes, como quadrinhos de super-heróis ou <strong>a Bíblia</strong>) e nele tem essa personagem que desenvolve a interessante habilidade de causar um tesão irresistível em qualquer pessoa que a toca. Belo poder esse da, hmmm, err, hãã, não me recordo do nome da personagem, vamos chama-la então de <strong>Garota do Sexo</strong>, só para intuitos de comunicação.</p>
<p>O caso é que a Garota do Sexo se torna irrefreavelmente atraente a qualquer pessoa que a toca e faz com que, enquanto tenha contato com sua pele, essa pessoa deseje loucamente realizar atos de *<em>comunhão carnal</em>* com a adolescente.</p>
<p>A Garota do Sexo acha seus poderes muito divertidos logo após sua descoberta e passa a usá-los tanto que só sendo personagem de ficção mesmo pra não ter contraído uma DST, ou pior, <strong>uma gravidez</strong>. Mas não demora muito a ela perceber o grande drama por trás (ui!) de ser irresistível a todos: como saber se alguém quer ficar com ela pelo que ela é e não pelos efeitos de seu super-poder?</p>
<p>Lógico que é uma obra televisiva e a Garota do Sexo já é absurdamente atraente e todo mundo gostaria de proceder ao *<em>intercurso sexual</em>* com ela (eu pegava FÁCIL), mas a questão é bem montada e aborda uma coisa que todo mundo já viu: <strong>gente linda é tratada melhor</strong>.</p>
<p>Você já viu aquela gostosa bunduda da sua faculdade postando “bom dia mundo kkkk” no facebook e ganhando 142 likes e 78 comentários. Você mesmo já deve ter dado um like naquela atualização do Dia do Amigo que ela postou quando só queria curtir mesmo <strong>aqueles peitos.</strong> É sempre difícil separar qualquer reação à beleza de alguém da reação à própria pessoa. Toda pessoa bonita é a Garota do Sexo.</p>
<p>Outro dia me peguei pensando em como isso me afeta.</p>
<p>Não, não sou uma gostosa atraente. Aliás, no quesito beleza e harmonia, passo bem longe do “DEZ, NOTA DEZ” e tô praticamente caindo pro grupo de acesso (mas minha comissão de frente é bem dotada, viu). Tô bem acima do meu peso (meu número de calça é maior que meu saldo bancário), tô ficando careca (meu cabelo já não tem falhas, tem <strong>FRACASSOS</strong>; já tem entradas, saídas e <strong>RETORNOS</strong>) e as pessoas costumam me descrever como “um cara legal” (não sou nada legal).</p>
<p>Lógico que também não tem a minha foto ao lado da definição de “ânsia de vomito” no dicionário e<strong> posso até passar por bonito durante uma queda de energia elétrica ou um eclipse solar (total)</strong>.</p>
<p>Não tenho dúvida que nunca me beneficiei por beleza, mas o que às vezes me questiono é se já fui prejudicado por não ser “gente linda”. Será que profissionalmente fui lesado alguma vez? Será que ainda serei? O que é melhor? Ser a Garota do Sexo e não saber se te agradam só por sua beleza ou ser um feio que tem que lutar em dobro pra conseguir o que quer?</p>
<p>Seilá, seilá, só sei que, por via das dúvidas, continuo dando like na gostosa da faculdade. O destino também sorri pros feios, né (espero).</p>
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		<title>Feliz Aniversário, Meu Amor</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 03:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre gostei de aniversários. Aliás, não é totalmente verdade, vamos corrigir isso: sempre gostei dos meus aniversários. Isso principalmente porque a chegada dos cumpleaños significa que sobrevivi durante mais uma volta dessa grande rocha enlameada em torno do Sol, o que é um fato particularmente admirável, considerando-se a minha incapacidade de me virar sozinho (mal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre gostei de aniversários. Aliás, não é totalmente verdade, vamos corrigir isso: sempre gostei dos <strong>meus</strong> aniversários.</p>
<p>Isso principalmente porque a chegada dos cumpleaños significa que sobrevivi durante mais uma volta dessa grande rocha enlameada em torno do Sol, o que é um fato particularmente admirável, considerando-se a minha incapacidade de me virar sozinho (mal sei lavar a louça) e que a superfície da tal pedra está povoada de perigos como terremotos, trens desgovernados e <strong>velociraptors</strong> (e até às vezes você até acaba num trem desgovernado, cheio de velociraptors, passando por uma região que está sofrendo abalos sísmicos, se você tiver a minha sorte).</p>
<p>Uma coisa que aprecio mais ainda do que meus aniversários, porém, é um pacote de balas sete belo. Bom, isso e<strong> festas de aniversários</strong>. Nada mais agradável que essa comemoração em que você convida toda sua família e seus amigos para tomar uma boa cerveja, comer uns diabéticos brigadeiros, pular na cama elástica, saborear umas strippers e consumir uma cocaína de qualidade, estas belas festividades que você organiza para lembrar a todos seus entes queridos o significado dessa data tão importante:<strong> ainda não morri, apesar de todos seus esforços e orações, seus putos</strong>.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/07/127344555083.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1567" title="127344555083" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/07/127344555083.gif" alt="" width="300" height="225" /></a></center> Há aquelas pessoas que preferem acreditar que a mensagem da festa de aniversário é “vamos comemorar mais um ano em que pude aproveitar a companhia de vocês, gente linda” (hahaha, depois o nome do meu blog é que é Ingenuidade, né), mas prefiro manter o pé no chão e fazer de minhas festas uma afirmação a todos meus inimigos (categoria que inclui a maioria dos meus familiares e amigos, obviamente): <strong>TÔ VIVÃO, MANEZADA</strong>.</p>
<p>Isso não impede que minhas festas sejam recheadas de alegria e divertimento e até umas tentativas desesperadas de assassinato por parte daqueles mais insistentes em não entender a mensagem. Procuro sempre manter as grandes tradições dos aniversários e assim prover bolo, bexigas, palhaço, karaokê, pole dance, pau de sebo (às vezes pole dance no pau de sebo), pirotecnia e outras atrações, apesar de ter deixado de lado os <strong>golfinhos treinados</strong> após um trágico evento envolvendo os tais cetáceos, uma senhora de 73 anos, uma espada samurai e uma granada de efeito moral, o que acabou arruinando a minha festa de aniversário de 1985 (a espada samurai saiu do acidente com leves escoriações e passa bem, só para tranquilizar-vos).</p>
<p>Também sempre procuro fazer de minhas entradas na festa eventos próprios e surpreendentes. Já entrei de helicóptero, de tanque de guerra, de ônibus espacial da NASA, de para-quedas, surgindo na multidão em meio a uma nuvem de fumaça ninja, trazido por um cortejo de dançarinas da dança do ventre, entrando juntamente com <strong>250 sósias</strong> e teve até uma vez que minha entrada surpreendeu a todos pelo simples fato de não acontecer (cai no sono jogando videogame e perdi a festa).</p>
<p>Para minha festa de vinte e dois anos, entretanto, não quero extravagâncias. Esse ano comemorarei mais 365 dias de minha incrível existência somente com meus 500 amigos e familiares mais íntimos, num lugar ainda a definir (o castelo de Caras é agradável, mas <strong>não gosto de me misturar com gentinha</strong>, sabe). Quero aproveitar esse momento para parar, refletir e beber Dom Pérignon, afinal nunca se sabe se esta pode ser a minha última festa de aniversário.</p>
<p>Mas não vão contando com isso, meus caros.</p>
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		<title>Questões Práticas do Direito Moderno</title>
		<link>http://www.ingenuidade.com.br/questoes-praticas-do-direito-moderno/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 10:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu irmão faz curso superior de direito (o mau-caratismo é genético, eu sei) e costumo aproveitar isso para enveredar com ele em diversas discussões a respeito de áreas da lei que considero duvidosas e incertas, como por exemplo o aborto retroativo (tem muita gente conhecida que eu gostaria de abortar) ou o copyright de tweets. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu irmão faz curso superior de direito (o mau-caratismo é genético, eu sei) e costumo aproveitar isso para enveredar com ele em diversas discussões a respeito de áreas da lei que considero duvidosas e incertas, como por exemplo o <strong>aborto retroativo</strong> (tem muita gente conhecida que eu gostaria de abortar) ou o copyright de tweets. Uma área do direito que considero muito interessante, promissora e capaz de alçar altos voos é o Direito Espacial.</p>
<p>Imagine só se, na Estação Espacial Internacional, um astronauta de uma nacionalidade mate um astronauta de outra nacionalidade por causa de, seilá, um pacote de jujubas (produto não muito disponível no espaço). Sob a legislação de qual país o assassino é julgado? Onde prendem-no? Decreta-se prisão preventiva para evitar que ele fuja?</p>
<p>Juiz nenhum consegue preencher esse <strong>vácuo</strong> de respostas, não é mesmo?</p>
<p>E <strong>isso é só a ponta do asteroide</strong>, muitas outras pequenas dúvidas brilham nesta constelação de possibilidades: qual a lei da Estação Espacial Internacional? Há pena de morte? O aborto é permitido? Drogas são legalizadas? Pode-se puxar um baseado na Estação Espacial Internacional? (isso sim seria uma viagem)</p>
<p>Ainda no tema de assassinatos, mas com um enfoque mais terreno, outro dia meu irmão me explicava (talvez eu tenha entendido tudo errado, então não confiem muito no que direi) como todo cidadão brasileiro tem direito a <strong>posse</strong> de arma, apesar de não ter direito a<strong> porte</strong> de arma. Ou seja, você pode comprar uma arma e tê-la em casa, mas não pode carregar ela da loja de armas até sua residência (precisa de uma autorização especial da polícia federal para isso, aparentemente).</p>
<p>Legal, né?</p>
<p>Aproveito para dizer que não gosto muito de armas de fogo. Veja bem, eu acho armas brancas muito legais. Uma <strong>espada samurai</strong>, por exemplo. Ela pode servir para esquartejar as pessoas e mandar seus membros por sedex pra família, claro. Mas também tem outras utilidades fascinantes, como fazer a barba ou <strong>cortar as mais finas fatias de salaminho que você jamais provará</strong>.</p>
<p>Agora uma arma de fogo não corta salaminho e vai te deixar com um corte bem profundo se você tentar fazer barba com ela. Pistola, revolver, escopeta são produzidos com uma única finalidade: <strong>danificar alguma coisa</strong>. Às vezes essa coisa é um alvo na parede, às vezes é um animal silvestre, e às vezes é A MINHA CABEÇA, mas em todo caso não acho muito legal, não acho muito produtivo e qualquer designer de interiores concorda que meus miolos estourados na parede não são exemplo de bom gosto em decoração.</p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/04/tumblr_leidhbh5Jy1qa4fpmo1_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1520" title="tumblr_leidhbh5Jy1qa4fpmo1_500" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/04/tumblr_leidhbh5Jy1qa4fpmo1_500.jpg" alt="" width="449" height="599" /></a></center></p>
<p>Isso não impede, porém, que eu acredite que <strong>todo mundo deveria ter uma arma de fogo em casa</strong>. Não gosto das supracitadas, mas sou contra esse papo de desarmamento, afinal nunca se sabe quando alguém perigoso vai invadir sua casa,<strong> como ninjas assassinos, zumbis ou velociraptors</strong> (este é o meu maior medo na vida, sou completamente <strong>velociraptofóbico</strong>). O cidadão de bem tem que ter o direito de se defender das ameaças desse mundo, né.</p>
<p>Caso o apocalipse zumbi ocorra hoje ou os dinossauros voltem de seu refúgio secreto sob a crosta terrestre (<strong>no fundo de nossos corações, todos sabemos que é questão de tempo</strong>), quanto tempo vai demorar para você achar uma arma para se defender, cara? Quantas lojas de armas existem perto da sua casa? Resposta simples: muito menos do que pet shops e nenhum velociraptor vai usar coleira anti-pulgas, vai na minha. Vai ter que esperar o tempo de entrega do eBay para conseguir uma arma? Não dá, né.</p>
<p>Então, apesar de não gostar de armas de fogo, concordo que todos devemos tê-las pra quando ocorrer <strong>o inevitável crepúsculo da civilização</strong>, apesar de saber do problema legal que será quando toda a raça humana se mudar pro espaço e começarem os primeiros assassinatos por arma de fogo na Estação Espacial Internacional. Por isso continuo aqui discutindo essas questões siderais com meu irmão, a fim de um dia abrir <strong>o primeiro escritório de advocacia cuja ganância literalmente atinja as estrelas</strong>.</p>
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		<title>Epistemologia da Esfirra: Um Tratado</title>
		<link>http://www.ingenuidade.com.br/epistemologia-da-esfirra-um-tratado/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 10:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Os antigos gregos diziam que os antigos fenícios diziam que os antigos egípcios diziam que esse negócio de começar textos com palavras de povos antigos é um recurso tão legal quanto o mais novo filme do Eddie Murphy. Deixemos, portanto, tais expedientes e tratemos logo do delicioso assunto que hoje nos reúne, amigos: esfirras. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os antigos gregos diziam que os antigos fenícios diziam que os antigos egípcios diziam que esse negócio de começar textos com palavras de povos antigos é um recurso tão legal quanto o mais novo filme do Eddie Murphy. Deixemos, portanto, tais expedientes e tratemos logo do delicioso assunto que hoje nos reúne, amigos: <strong>esfirras</strong>.</p>
<p>É dito que, desde os mais remotos tempos da humanidade, tal prato culinário tem enchido a cabeça de filósofos e pensadores, tanto quanto seus estômagos. Fala-se que Sartre disse, enquanto saboreava uma esfirra com Simone de Beauvoir:<strong> a consistência precede a crocância</strong>. O mais sábio Sócrates reconheceu suas fraquezas e teria dito “<strong>só sei que morderei</strong>”. Vamos, então, à dúvida que tanto assolou as famintas mentes humanas nesses milênios: o que é a esfirra?</p>
<p>Pare um instante, amigo. Entraremos num terreno da razão recheado dos mais diversos sabores. Descanse a mente, limpe os pensamentos e, por um momento, imagine uma esfirra. Diga-me agora, caro amigo pensador, o que torna a esfirra que você imaginou uma esfirra.</p>
<p><strong>Qual é, em sua legítima forma, a Essência da Esfirra?</strong></p>
<p>Considere, por exemplo, os recheios. A que recheios é permitida a Essência da Esfirras? A tradicional e bem temperada esfirra de carne é vasta e bem conhecida, seu poder só levemente afrontado pelo mais leve e irreverente frango com catupiry. Mas o que dizer dos limites desse apetitoso universo por si só que é a Essência da Esfirra? Já são conhecidas mundo afora esfirras de calabresa, presunto e queijo e, pasmem, até mesmo vegetariana! Onde podemos parar? Quais são as fronteiras entre a Esfirra e o Salgado, entre a Esfirra e o Enrolado? Os sábios pouco sabem e nem mesmo se arriscam em fazer uma pergunta que há séculos assa no forno da dúvida: <strong>pode uma esfirra ter recheio doce?</strong></p>
<p>Entremos também num suculento tópico de discussões: qual é a forma da Essência da Esfirra? O formato de triângulo, conhecido por muitos como esfirra áurea ou esfirra real, é bem estabelecido, mas que dirão os puristas frente a uma esfirra quadrada? Uma esfirra esférica pode ainda ser chamada categoricamente de esfirra? E quantas mentes salivantes podem ainda responder à maior dúvida de todas, o mistério que habita dentro da Essência da Esfirra, A Grande Querela do Mundo Interior: <strong>são as esfirras abertas verdadeiras esfirras?</strong></p>
<p>Dúvidas, amigos degustadores da filosofia, dúvidas e perguntas e sachês de catchup ainda não explorados. Esse é o universo das esfirras, esse é o sabor dos crocantes paradigmas que se encontram sob a superfície desses deliciosos pratos de R$2 na catina da faculdade. E se seu apetite por conhecimento ainda não estiver saciado, junte-se a nós novamente na próxima semana, em que discutiremos o empanturrado tema <strong>“Salgados: Assados, Fritos e Incertos. Basta apenas ter sal?”</strong>.</p>
<p>Até lá e um bom apetite.</p>
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		<title>Eu Queria Tanto Voltar a Postar</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 02:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre achei estranho quando alguém dizia “nossa, eu queria tanto aprender a tocar violão”. Não, nada contra o violão, é um instrumento muito digno, apesar da grande chance de você se tornar um babaca que toca Legião Urbana em acampamentos quando você aprende a utilizá-lo (minha experiência em acampamentos é mínima e tende a zero, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre achei estranho quando alguém dizia “<strong>nossa, eu queria tanto aprender a tocar violão</strong>”. Não, nada contra o violão, é um instrumento muito digno, apesar da grande chance de você se tornar um babaca que toca Legião Urbana em acampamentos quando você aprende a utilizá-lo (minha experiência em acampamentos é mínima e tende a zero, mas de babacas eu entendo). Meu problema com esse tipo de frase é o uso da palavra “tanto”.</p>
<p>Veja bem, não sou desses tarados por gramática e ortografia. Pouco me importa onde vai o hífen ou se alguém fala menas. O corretor ortográfico do word e o ortografa tão aí pra isso, o que eu quero é entender o que estão me dizendo. O foda é que não consigo mesmo entender quando alguém diz que queria tanto aprender a tocar violão. Queria tanto emagrecer. Queria tanto ir melhor na faculdade. Queria tanto ser o líder máximo e absoluto do Planeta Terra e adjacências, Imperador do Sistema Solar e Grande Ditador da Via Láctea.</p>
<p><strong>Se você queria TANTO, amigo, por que você não vai lá e faz?</strong></p>
<p>Ah, mas não tenho tempo. Ah, mas não tenho dinheiro. Ah, mas dá muito trabalho. Ah, mas o cachorro comeu minha lição. Ah, mas eu não tenho o movimento dos braços. Ah, mas só tenho mais duas horas de vida. DESCULPAS! JUSTIFICATIVAS! PRETEXTOS! ESCUSAS! (não sei mais sinônimos, imaginem alguns mais aqui, pra dar mais impacto). Se você quer tanto uma coisa, faça. Não é tão difícil. Não sei tocar violão, mas não imagino que haja uma ciência e arte secretas na coisa. Não é como se você tivesse que atravessar um poço de crocodilos e uma caverna cheia de armadilhas para tentar. Você não tem que passar por uma prova de iniciação que envolva malabares com fogo, um precipício e sodomia. Vai lá e tenta. Pronto, simples.</p>
<p>Mas quando outro dia um amigo me perguntou se eu não mais postaria aqui no blog, a ironia da situação não me escapou à medida que eu tentava explicar pra ele os porquês desse lugar estar abandonado. Ah, ando sem tempo. Ah, ando estudando demais. Ah, tenho muitas atividades. Ah, tô sem cabeça. Ah, sou um porra de um hipócrita do caralho que fica adiando e postergando por motivos banais a realização de uma atividade que sempre apreciou.</p>
<p>E a verdade é que eu quero muito voltar a postar no blog. Sempre postei porque gosto, porque me divirto e porque, por mais surpreendente que isso seja, tem gente que lê. Acho sensacional quando alguém comenta no blog e mais fantástico ainda quando alguém me diz que gostou de um post. Então por que diabos eu não posto mais? Por que diabos eu não deixo de besteira e volto a fazer uma coisa de que gosto?</p>
<p>A resposta é simples: porque sou um grande idiota.</p>
<p>Mas isso vai mudar, amigos (a frequência de posts, meu caráter duvidoso continua o mesmo). Vou voltar a postar. Um post por semana é minha meta. Não é promessa, não é “eu queria tanto”. Vou postar. E, se alguém ainda estiver aí lendo isso aqui, por favor, comente, fale, concorde, me ofenda ou mande fotos anônimas de nu artístico, só pra eu não sentir que era melhor gastar esse tempo aprendendo a tocar violão.</p>
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		<title>Teologia Aplicada</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 00:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Laranjas Mecânicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Nonsense Total]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um grande problema com a ideia de céu e inferno. Não é um problema de imaginar um lugar de vida eterna plena e feliz (qualquer lugar com sorvete, mulheres nuas e internet) ou um lugar de sofrimento interminável e dor excruciante (sessão de filme do Eddie Murphy), é mais uma implicância com os critérios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um grande problema com a ideia de céu e inferno. Não é um problema de imaginar um lugar de vida eterna plena e feliz (qualquer lugar com sorvete, mulheres nuas e internet) ou um lugar de sofrimento interminável e dor excruciante (sessão de filme do Eddie Murphy), é mais uma implicância com os critérios de admissão e a seleção de público nesses lugares, sabe.</p>
<p>Primeiro porque não sei exatamente o que tenho que fazer pra entrar. Parece esses clubes secretos, tipo Maçonaria ou panelinhas no tuíter: não existe uma lista de exigências básicas estipuladas com firmeza. Veja, seilá, uma sessão de um filme do Eddie Murphy, por exemplo. É fácil reconhecer o necessário para entrar: é só comprar o ingresso, ter idade suficiente de acordo com a classificação indicativa do filme e ter um histórico de<strong> lobotomia prévia</strong>. Pronto. Simples, sem complicação, você sabe o que tem que fazer.</p>
<p>Agora veja só o Céu. Tá, você pode dizer que pra entrar no Céu você precisa de duas coisas básicas: 1) seguir a Deus na tua vida toda e 2) morrer. Parece fácil, mas não é, principalmente quando você considera que esse Deus só deixou <strong>um livro de dois mil anos que continua na primeira edição</strong> e um bando de secretários sem esposas que parecem não saber direito o que estão fazendo. Isso, aliás, se não considerarmos que existem outros livros e outros secretários por aí dizendo que na verdade você tem que fazer o que eles estão dizendo para entrar no Céu.</p>
<p>É como se, pra entrar numa universidade, houvesse várias provas de vestibular diferentes, cada uma feita por um grupo de pessoas diferente, mas só uma dessas prova fosse a verdadeira (e você não soubesse qual é).  Você consegue sentir a frustração que seria terminar a sua prova, depois de várias contas e barrinhas de cereal, só pra descobrir que era a prova errada? Me parece um sistema de avaliação tão bom quanto o <strong>ENEM</strong>.</p>
<p>Esse é o meu problema com as ideias de salvação/danação eternas: esse processo seletivo pro Céu é bastante confuso, não padronizado <strong>e a gente nem falou da questão das cotas ainda</strong>!</p>
<p>Além do mais, quando me falam em Paraíso, imagino um lugar onde eu seja plenamente feliz. Isso é um problema operacional complicado, considerando que, para eu ser feliz, tenho que estar perto das pessoas que gosto. Imagine que você é casado e precise do seu companheiro(a) para ser feliz. Conhecendo o funcionamento dos relacionamentos, sei que é algo difícil de idealizar, mas tentaí. Agora imagine que você vai pro Céu e essa pessoa que você ama vai pro Inferno, pro Hades, pras Profundezas, pro Mundo Inferior, pra Morada do Cão, pra Casa do Demonho, pro Apê do Capeta. Como você será feliz no Céu sabendo que sua amada está fadada ao suplício sem fim? Será que vocês podem se falar? Os condenados têm direitos a ligações? <strong>Tem visitas íntimas no Inferno?</strong></p>
<p><center><a href="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/03/aa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1507" title="Satánas" src="http://www.ingenuidade.com.br/wp-content/uploads/2011/03/aa.jpg" alt="" /></a></center></p>
<p>Todas essas são perguntas muito válidas e não esclarecidas sobre a entrada no Céu e no Inferno. Deus não lançou um edital direito, não deu a lista de referências a ser estudada e nem sequer parece disposto a dar abertura para recursos, ou seja, um apocalipse administrativo esperando para acontecer. Aliás, vamos convir, amigos, esse Deus (auto-intitulado, diga-se de passagem) tem se mostrado um administrador consideravelmente mal sucedido, se você levar em conta o lance da onipotência e tal.</p>
<p>Afinal, um produto de 14 bilhões de anos que recebe reclamações todo dia já devia ter sofrido recall, né?</p>
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