domingo, 18 de setembro de 2011

Árvore da Vida – The Tree of Life

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Você sabe que tem spoilers, né? Não seja burro.

Não é fácil definir sobre o que é A Arvore da Vida, o filme que assisti nesse fim de semana. Um filme sobre a relação entre pais e filhos e dinossauros? Não, é isso mas não é isso. Um filme sobre a criação e o fim do Universo, e tudo que acontece no meio disso? Quase lá, mas ainda falta algo. Um filme sobre um monte de imagem bonitas colocadas juntas pra ganhar um Oscar? Talvez, seilá. Um filme sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais? Por aí.

Não sei nem dizer sobre o que é A Árvore da Vida, quanto mais dizer se gostei.

Vou te dizer que achei legal a primeira metade do filme. A coisa do filho morrendo, a narrativa meio fragmentada, como não contam tudo e o espectador consegue deduzir só pelo que é mostrado, os questionamentos de por que Deus deixa acontecer sofrimento no mundo (KD VC DEUS NAUM KER MAIS TC?), a origem do Universo, a vida surgindo, os dinossauros, o Sean Penn novinho nascendo e tudo mais. Muito bom mesmo.


O FOGO É FOGO ESQUENTA O NOSSO AMOR

Mas aí a coisa começa a desandar, de repente o Brad Pitt começa a fazer um monte de babaquices, o Sean Penn novinho começa a ficar meio louco e cheirador de calcinhas e quando você vê a Mãe tá voando ao lado de uma árvore e você só consegue se perguntar “por que Deus deixa acontecer essa parte do filme?“.

Veja bem, qualquer filme com dinossauros já ganha vários pontos no meu conceito, mas acho que todos concordamos que é um grande desperdício quando um filme tem dinossauros e nenhum deles é um tiranossauro devorando pessoas, né. Uma protagonista/quase-protagonista tão linda quanto a Jessica Chastain também ajuda bastante, apesar de ser uma enorme decepção que ela não mostre os peitinhos nenhuma vez.

Na falta de peitinhos bonitos, porém, temos várias sequências bonitas. Aliás, o filme todo é uma colagem de gifs bonitos. Aliás, seguindo a onda do filme do Facebook, bem que podiam mudar o nome de Árvore da Vida pra Tumblr, o Filme, porque, amigo, o filme só não é mais tumblr porque não tem cupcakes e softporn.

ONDA ONDA OLHA A ONDA

Minha grande decepção quanto ao filme é a falta de um roteiro mais sólido, algo mais substancial. Tem menos diálogos que conversa de mudos e, mesmo quando alguém tá falando, metade das vezes é sussurrando pra uma imagem psicodélica que ou é Deus ou é UMA PIRA MUITO LOKA. Parece que saí da sala de cinema e tão pouca coisa aconteceu: quanto tu tem que encher duas horas de filme com A CRIAÇÃO E O FIM DO UNIVERSO, é porque não acontece nada mesmo na tua história, né.

Tá, tem todo o papo de as diferentes interpretações da religião e a presença de deus na natureza, mas vamos dizer, amigo, esse papo é muito hippie pra encher duas horas de filme, né.

A produção, porém, é ótima. A filmagem é excelente, tem imagens fantásticas, tudo é muito bem feito e as atuações são boas. A atuação do Sean Penn, aliás, está maravilhosa: é sensacional ver como ele consegue demonstrar tanta angústia e sofrimento só andando de um lado pro outro sem nenhum motivo aparente. Seria a aflição de uma crise de meia-idade? O tormento de reflexão sobre seus próprios traumas? Ou só a percepção de que ele não tem muito o que fazer ali no filme mesmo?


Sofro tanto que ando de terno no deserto.

Não sei, não sei, talvez eu não tenha entendido muito coisa. Uma coisa, porém, compreendi totalmente: Árvore da Vida é um filme até legal. Tirando o excesso de cenas só bonitas e sem conteúdo e a meia hora de filme que eu teria aproveitado melhor lavando minhas meias, é um filme muito bom.

E não vamos esquecer a estupenda vantagem do filme terminar com o fim do universo: não vai ter continuação, né.

12 comentários. Viva!

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